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Esclarecendo às dúvidas, a foto do post anterior não é minha, acabei esquecendo de dar os créditos ao fotógrafo Marcão (cujo sobrenome procurei saber, mas não encontrei). Realmente, se tivesse tirado esta foto não teria ficado de recuperação, né, Tavinho, afinal ela tem várias camisetas incluídas, mas o portuga ia dar um jeito de botar algum defeito, já que seria de uma (argh!) mulher, seres esses de quem ele tem verdadeiro áscuo... hauahuaua
Embalando no papo fotográfico tenho que relatar aqui a minha primeira, inesquecível e cômica experiência fotográfica, que devo há muito tempo aos meus queridos leitores.
Tenham paciência que será longo, tive que dividir em três posts, mas darei todos os detalhes engraçados. 
Escrito por Cazinha às 14:17
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Policiografia
Largo da Concórdia, Brás, São Paulo, 16h.
Estava em processo seletivo para trabalhar na Caixa Econômica Federal, e havia acabado de sair da maçante seleção, máquina fotográfica à mão para executar o trabalho de faculdade cujo tema era “Esquinas”.
Voltas e voltas pelo Brás fervendo em fim de tarde, algumas fotos razoáveis de esquinas, outras deploráveis do povão que se “ajuntava os funcionário” e insistentemente me persuadiam a fotografar os belos seres e ainda pediam pra trazer uma cópia pra eles depois (papel fotográfico tá caro, viu, fiarada!).
17h. Vou sair fora. Estação de trem, lá vou eu. Quando olho vejo a cena perfeita:
Na esquina do Largo, uma base da polícia militar com uns dez PM´s fazendo pose em volta dela, enquanto o rush borbulhava.
Pedir autorização? Seria perder algumas horas e talvez nem conseguir a tal da foto.
Discretamente entrei em uma loja em frente à base, me posicionei, foquei, ajustei a máquina, e na hora de bater a discreta foto passa uma Kombi em frente a base, perdi o clic!
Tudo bem, ainda dá tempo, passou, passou...Click, beleza, foto batida!
Percebi que um policial havia notado a minha não tão rápida ação, e como quem não quer nada comecei a olhar os belíssimos produtos daquele atacado em que estava.
Psiu, psiu! Nem é comigo... Nossa, que blusinha linda!
Psiu, psiu! Sinto um cutucão no ombro... Ao me virar deparo com três gorilas fardados:
- Nós te vimos tirando fotos da base, posso saber por quê?
Fodeu!!!
- É.. hã... Sabe o que é, é que eu estudo Rádio e TV na Metodista e eu tenho um trabalho de fotografia para entregar, e o tema é “Esquinas”, achei que daria uma boa foto e tirei, mas podem ficar sossegados, eu não vou publicar em lugar nenhum, não, é só pra faculdade mesmo.
E o gorila:
- Então você nos acompanha até a base pra explicar essa história pro sargento, tá.
Sorriso no rosto, o jeito seria encarnar a simpatia, para me livrar do possível problema que teria arranjado.
Escrito por Cazinha às 14:16
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- Boa tarde, Sargento Campos! Eu sou aluna da Universidade Metodista, faço Rádio e TV, e tenho um trabalho para entregar, assim, assim, assado...
- Pode me emprestar seus documentos por favor? (Gorilinha bem educado!)
- Claro! (Ao menos uma vez essa carteirinha da faculdade vai servir pra alguma coisa)
O sujeito sargento foi checar se eu estava falando a verdade.
Ligou pra faculdade, checou os antecedentes criminais, ligações, mais ligações e eu lá esperando, e trocando a maior idéia com os gorilinhas, falando do meu novo trabalho, do curso na faculdade, até de cosméticos falei com a gorila-fêmea. E dando risada, achando a maior graça daquela situação toda... Resolvi ligar para minha mãe-amiga, só pra ela rachar o bico comigo da enrascada, como esperado, vieram risos, seguido da velha “Idéia de jerico, hein, filhota?!”. Desliguei o telefone.
E de idéia em idéia ia conquistando os amigos PM´s, pedi então para fotografá-los, já que estava ali por causa disso mesmo. Os gorilas evacuaram a área, ninguém queria sair na foto, tamanho o medo de se expor por causa da famigerada profissão. Sobrou um, corajoso, que se sentou à mesa e pôs a plaquinha de sargento na frente para tirar um gás, já que era um mero cabo, deu aquele sorriso e CLICK, saiu bem na foto!
Vem o sargento gorila com meus documentos à mão (ótimo, vou embora, dá tempo de ir pra aula tranqüilo!):
- Tudo bem, tudo certo, só que você vai ter que ir até o 14º DP do Brás pra explicar essa história para a delegada, você sabe como é, essa base está ameaçada de bombardeio por uns meliantes aí, e gente honesta como você acaba tendo esses transtornos, mas fica tranqüila que é só bater e voltar no DP, nada demorado!
Toca o telefone. Mamãe.
-Onde é que você ta? Porque ainda ta aí? Não vai pra delegacia nenhuma não!!! E se eles fizerem alguma coisa com vc? (a amiga saiu, a mãe entrou em cena) Deixe eu falar com esse sargento! Escuta aqui, vc não pode ir levando minha filha pra onde vc quiser não, porque eu sou advogada e vou fazer uma denúncia na Corregedoria, e blá blá blá, blá blá blá... (No alto tom que só uma italianona consegue sem chegar a gritar)
E eu gesticulando pra ele não dar ouvidos, pq ela era assim mesmo.
O gorila pacientíssimo:
-Tudo bem, tudo bem!
Passou o telefone pra mim de novo:
- Mãe relaxa, eles tão sendo gente boa, não vai acontecer nada, fica tranqüila! Desliguei o celular, pra ela não causar mais.
Vamos lá, minha primeira (espero que única) viagem de viatura. Toda sorridente, rachando o bico...
E andando pelo trânsito do centro de sampa tirando foto de tudo, até auto-retrato dentro da viatura eu tirei, e os tiras achando a maior graça de mim:
- Nunca vi uma menina andar tão feliz de viatura!!! Rs rs rs...
E trocando mó idéia...
Escrito por Cazinha às 14:14
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Cheguei no tal DP, sentei na salinha de espera e fiquei observando os fardados se armarem até os dentes e irem saindo para cumprir suas funções, nunca tinha visto tantos gorilas juntos, nem tão felizes e sem aquelas máscaras de dureza que vestem para trabalhar, uma visão única, policiais sorridentes e bem humorados!
O seu sargento me chama, vamos lá falar com a delegada.
Uma louraça, cabelos longos, olhos verdíssimos, bem vestidíssima de calça justa e blusa rosa, nada mais feminino.
Expliquei o que aconteceu, ela :
- Mas porque não pediu para fotografar?
Dei de mané:
- Ah, eu não achei que precisava...
A madame delega:
- Tudo bem, dessa vez passa, mas da próxima pede, tá bom?
- Beleza!
- Ah, boa sorte no seu trabalho!
-Obrigada (surpresa)
Mais uma vez achando que já iria embora... o seu sargento:
- Eu vou só anotar todos os seus dados aqui mais uma vez, só pra ficar registrado, rapidinho...
Entrou na salinha.
Atendeu o telefone.
- Camilla! Camilla! Tua mãe no telefone.
Ela conseguiu descobrir o DP e o telefone de lá, putaqueopariu, mãe acha a gente em qualquer lugar mesmo!
- Fala dona Deise...
- Você foi pra aí???? Não acredito!!!! Ta tudo bem???? Eles não fizeram nada com vc??? Eles estão te tratando bem???
Após mil respostas positivas e tranqüilizantes...
- Ai, vc é fogo, viu! Eu vou pra minha aula de hidroginástica então!Não vai faltar à aula, hein! Tchau!
Rachei o bico, tenho de quem puxar as minhas loucuras...
Volta o sargento.
- Sua mãe ficou mais calma? Ela tava toda nervosa, quando falou comigo agora, mas foi só eu falar que vc era a menina mais simpática que eu já tinha conhecido que ela amoleceu e disse: Claro, é a minha filha!
Rachei o bico de novo.
Seu sargento:
Então, ta tudo anotado, aqui estão seus documentos, vc está liberada.
- Hã, só tem um probleminha... eu não sei sair daqui, não...
Dois minutos depois estava uma viatura do meu lado, o sargento entrou e foi junto com seu cabo-motorista me levar até a estação de trem.
- Posso deixar ela aqui? – perguntou o cabo.
- Não, deixa ali na porta de estação.
Adeuses sorridentes, volte para mostrar as fotos, prazer em conhecê-la!
18:30h Ainda deu tempo de chegar para a primeira aula. Procurei na mochila e achei a carinha de maconha B.O. que tinha esquecido. Dei risada sozinha o caminho inteiro... 
Escrito por Cazinha às 14:13
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A VOZ DO POVO !!!

Escrito por Cazinha às 13:24
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Respeitem meus cabelos brancos!!!
Estive fazendo esta semana meu trabalho de fotografia (recuperanda), e escolhi como tema a velhice, vista de um modo positivo, sem cair em sebatiãosalgadeanices. Como sou novatíssima no assunto fotográfico, fui experimentando, mas o mais legal foi o lidar com as pessoas que seriam fotografadas, observar as atitudes de cada um, tentar adivinhar quem aceita ser fotografado, quem não gosta da idéia, e fui surpresa inúmeras vezes, uma família de japoneses, que no meu errado julgar se oporia ao pedido, prontificou-se imediatamente e até me deixou convencer a menininha chatinha que fez manha mas acabou entrando na foto; por outro lado, vózinhas que pareciam ser supersimpáticas foram super-ásperas quando me aproximei.
É nessas horas que vemos como julgamos as pessoas pela sua embalagem, e o quanto erramos.
O resultado ficou ótimo, e acabei ampliando a gama fotográfica para além de velhinhos, famílias e crianças, incluída nesta última, claro, a minha afilhada, Brisa, de quase dois anos, FOFA!
Adorei ter feito isso tudo, e coloquei minha recém-falecida Vózinha em cada um dos cliques.
Quanto à nota? Pois é, ainda corro o risco de ficar de DP, pois não inseri uma camiseta em todas as fotos, ainda aguentei o estouro daquele português estúpido, só pq eu era a terceira a chegar com o mesmo problema... Fiquei com a bucha...
Mas dane-se, estou felicíssima, e o justo acontecerá, nada além dele...
As fotos depois que o portuga devolver eu escaneio e boto pra galera ver, beleza?
BeijoCazinhas a todos os queridos!!! 
Escrito por Cazinha às 12:48
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